Comparativos independentes e conselhos com fontes em nutrição esportiva. Nossa metodologia →
SNG Sport Nutrition Guide
Hipertrofia · Atualizado em 1 de setembro de 2026

Refeições para hipertrofia : o cardápio pronto não é a resposta

Procure « refeições para hipertrofia » e você encontra dez cardápios de 3 000 kcal, todos diferentes, nenhum calculado para você. O problema não é o conteúdo deles, é que cardápio pronto não sobrevive à segunda semana. O que sobrevive é uma estrutura de refeição que você mesmo sabe ajustar, pelo seu peso e pela sua fome.

O essencial
  • Uma refeição para hipertrofia cabe em quatro espaços : proteína, carboidrato, gordura adicionada e vegetal.
  • A quantidade sai do seu peso : cerca de 0,4 g de proteína por quilo em cada refeição.
  • Quatro a seis refeições por dia nunca provaram ser melhores que três : quem decide é o total do dia.
  • O carboidrato e a gordura são as variáveis de ajuste ; a proteína e o vegetal não se mexem.

Antes do cardápio : os três números que decidem tudo

Uma refeição para hipertrofia não tem nada de especial em si mesma. O que a torna eficaz é o lugar que ela ocupa dentro de um dia já calibrado. Três números bastam para montar esse quadro, e enquanto eles não estiverem definidos nenhum cardápio significa coisa alguma.

Sua manutenção. Uma equação preditiva validada em adultos saudáveis dá um ponto de partida aceitável37, desde que se aceite que ela erra de pessoa para pessoa : as comparações entre fórmulas mostram diferenças individuais reais38. Nossa calculadora de calorias aplica esse método. Trate o resultado como hipótese a corrigir na balança, nunca como verdade.

Seu superávit. As recomendações de referência para quem treina fora de temporada de competição colocam o acréscimo em torno de 10 a 20 % acima da manutenção, para um ganho de 0,25 a 0,5 % do peso corporal por semana40. Para 80 kg isso dá 200 a 400 g por semana e um superávit diário de 250 a 500 kcal. Vale registrar que o superávit não é obrigação absoluta : em iniciantes, ou em quem parte de um percentual de gordura alto, o músculo se constrói sem excedente calórico39.

Sua proteína. O posicionamento oficial da sociedade internacional de nutrição esportiva situa a necessidade entre 1,4 e 2,0 g por quilo por dia1, e a meta-análise mais citada encontra o platô dos ganhos em torno de 1,6 g/kg2. Esse total se divide depois em três a cinco tomadas de aproximadamente 0,4 g por quilo30. Guarde esse 0,4 : é a única quantidade por refeição que se apoia em alguma coisa. Nossos outros parâmetros estão na seção proteínas.

Esse é o quadro. E agora a observação que vale para tudo o que vem depois : nenhum dos cardápios publicados na primeira página do Google entrega ao leitor o meio de refazer essa conta. Eles entregam o resultado da conta de outra pessoa.

Uma refeição para hipertrofia cabe em quatro espaços

Aqui está a ideia que muda tudo, e que nenhuma página concorrente apresenta : refeição não se copia, se preenche. Uma refeição para hipertrofia é um molde de quatro espaços, sendo dois fixos e dois de regulagem. Com esse molde na cabeça você nunca mais precisa de cardápio pronto.

EspaçoPara que serveReferência para 75 kgStatus
ProteínaCobrir 0,4 g/kg na refeição30 g de proteína : cerca de 130 g de carne ou peixe crus, ou 200 g de queijo cottage mais 2 ovos, ou 40 g de proteína em póFixo
CarboidratoFornecer o grosso da energia80 a 150 g crus de arroz, macarrão, aveia ou feijãoVariável de ajuste principal
Gordura adicionadaDensificar sem ocupar o estômago1 a 2 colheres de sopa de azeite, ou 30 g de castanhas, ou 30 g de queijoAlavanca quando a balança trava
VegetalMicronutrientes e conforto digestivo100 a 200 g, não mais que issoCom teto

A coluna « status » é a parte útil. A proteína não se mexe, porque está amarrada ao seu peso. O vegetal também não, mas pelo motivo inverso : ele enche sem entregar, e dobrar a porção é a melhor forma de não terminar o prato. Sobram dois espaços para pilotar o total, primeiro o carboidrato, depois a gordura.

Por que a gordura em segundo e não em primeiro ? Porque ela é indolor. Duas colheres de sopa de azeite acrescentam perto de 240 kcal sem acrescentar um mililitro de volume, o que faz dela a alavanca mais eficiente quando o ganho trava, e também a mais fácil de subestimar. Usa-se por último, quando aumentar o carboidrato já não passa.

Esse molde funciona a 62 kg e a 95 kg. Basta recalcular o primeiro espaço : 0,4 g de proteína por quilo, ou seja 25 g a 62 kg e 38 g a 95 kg. Os outros três se ajustam depois, pelo que a balança disser.

O mesmo dia a 65 kg e a 90 kg

Vamos aplicar o molde a um dia inteiro. Três refeições mais um lanche, o que já basta, e voltaremos a esse ponto logo em seguida.

  • Manhã : 100 g de aveia, 400 ml de leite integral, uma banana, 20 g de pasta de amendoim. O espaço da proteína é coberto pelo leite, o da gordura pela pasta.
  • Almoço : 130 g de carne ou peixe crus, 100 g de arroz cru com feijão, 150 g de legumes, uma colher de sopa de azeite.
  • Em volta do treino : uma fruta seca e uma bebida proteica, ou simplesmente um copo grande de leite com uma tapioca. Nada de mágico aqui, é mais uma oportunidade de fazer calorias passarem.
  • Noite : 4 ovos ou 130 g de carne, 100 g de macarrão cru, legumes, 30 g de queijo ralado.

Esse dia gira em torno de 3 000 kcal, com cerca de 160 g de proteína, e serve a um homem de 75 kg em superávit moderado. E agora a pergunta que ninguém trata : o que muda se você pesa 65 ou 90 kg ?

Muito menos do que a SERP faz parecer. Na equação preditiva de referência, o peso corporal entra com coeficiente de 10 kcal por quilo sobre o metabolismo de repouso37. Considerado o nível de atividade, dez quilos de peso corporal valem portanto cerca de 150 kcal de manutenção por dia. Entre 65 e 90 kg a diferença é de aproximadamente 400 kcal diárias.

Quatrocentas quilocalorias são uma porção a mais de arroz em duas refeições, ou uma colher de azeite e um punhado de castanhas. Não são duas refeições extras, não é outro cardápio, nem sequer é outro café da manhã. Toda a SERP publica cardápios distintos para perfis que, na prática, comem quase a mesma coisa. Se quiser calcular o seu próprio alvo em vez de copiar o nosso, nosso cálculo de calorias para hipertrofia detalha o método.

Quantas refeições por dia ? A pergunta está quase resolvida

Este é um dos raros pontos em que o conteúdo em português está à frente do francês. Vários sites brasileiros de treino já citam corretamente a meta-análise sobre frequência de refeições, enquanto quase toda a primeira página francesa ainda repete « quatro a seis refeições » sem apresentar dado nenhum. Vale então recolocar o que essa meta-análise diz de fato.

Ela reuniu quinze estudos experimentais. Encontrou primeiro uma associação favorável entre o número de tomadas e a composição corporal e depois, na análise de sensibilidade, constatou que esse resultado se devia inteiramente a um único estudo, o que levou os autores a concluir que o benefício deve ser interpretado com muita cautela63. Ou seja : o dogma das seis refeições não se apoia em quase nada.

O que está estabelecido é a distribuição da proteína. Espalhar o total por três a cinco tomadas de cerca de 0,4 g por quilo funciona melhor do que concentrar tudo em uma ou duas refeições30. Repare na diferença : não é o número de refeições que conta, é o número de tomadas proteicas bem dosadas. Um homem de 80 kg que mira 150 g de proteína cobre isso muito bem em quatro tomadas de 35 a 40 g, e uma delas pode ser apenas uma bebida.

Quanto ao horário, ele foi enormemente superestimado. Tanto o posicionamento oficial sobre timing nutricional quanto as revisões que reexaminaram a famosa janela anabólica chegam ao mesmo lugar : quem manda é o total do dia, e a colocação em volta do treino pesa pouco4244. Comer nos trinta minutos após o treino não muda a sua hipertrofia. Comer 3 000 kcal todos os dias muda.

Nossa posição, portanto, e ela contraria o discurso comercial : use o número de refeições que cabe na sua rotina. Três refeições e um lanche bastam. Se você não consegue atingir o total nesse formato, o problema não é a quantidade de refeições, é a densidade do que está dentro delas.

Fazer essas refeições caberem numa semana real

É aqui que os planos alimentares morrem. Não no papel, e sim na terça-feira à noite, chegando tarde em casa. Três alavancas de execução, em ordem de rendimento.

Densificar em vez de aumentar o prato. Comemos volume, não número de calorias : os trabalhos sobre densidade energética mostram que o peso de comida consumido ao longo do dia é notavelmente estável, e que baixar a densidade de uma refeição reduz a ingestão sem que a pessoa perceba51. Em hipertrofia isso significa o contrário do conselho habitual : sobe-se a densidade em vez de aumentar as porções. Desenvolvemos esse mecanismo no nosso guia de dieta para hipertrofia.

Beber parte do total. Uma ingestão líquida provoca compensação bem menor nas refeições seguintes do que uma ingestão sólida de mesmo valor energético32. Uma mistura de leite integral, aveia batida, banana e pasta de amendoim passa nos dias em que mais um prato não passaria. É também a única razão séria para usar whey protein em hipertrofia : ela é bebível, não milagrosa.

Preparar em série apenas os dois espaços fixos. A proteína e o carboidrato se preparam no domingo para três dias ; o azeite, o queijo e as castanhas entram na hora. Você nunca prepara uma refeição completa com antecedência, apenas a base dela.

✓ Vantagens

  • O molde se regula sem refazer o dia inteiro.
  • Três refeições e um lanche cabem numa rotina de trabalho normal.
  • Os dois espaços variáveis absorvem a oscilação de fome de um dia para o outro.
  • As calorias mais baratas do mercado (aveia, leite, ovos, azeite) já cobrem o superávit.

✗ Desvantagens

  • Um molde exige pesar os alimentos nas duas primeiras semanas.
  • A gordura adicionada é fácil de subestimar : 250 kcal de azeite não aparecem no prato.
  • O conforto digestivo piora se o vegetal cair abaixo da porção mínima.
  • Nada disso compensa um treino que não progride em carga.

Um último ponto prático, quase sempre esquecido : a distribuição do dia importa menos que a regularidade. Quem come 3 000 kcal em seis dias e 1 800 no sétimo não está em superávit, está na manutenção.

Cinco erros que travam um plano de refeições

Um : copiar um cardápio calculado para outra pessoa. É o erro raiz, o que a SERP alimenta. Um cardápio de 3 200 kcal está certo para quem o escreveu. Na sua casa ele vai estar alto ou baixo demais, e você não terá como saber qual dos dois.

Dois : montar as refeições em volta das fontes mais magras. Peito de frango, clara de ovo, tilápia, queijo cottage desnatado : são ótimos alimentos em fase de emagrecimento, justamente porque enchem muito com poucas calorias. Em superávit isso vira desvantagem. Detalhamos esse raciocínio na seção proteínas.

Três : aumentar o vegetal quando se quer aumentar o total. O reflexo é louvável e o resultado é mecânico : o estômago enche, o contador não sobe. O vegetal é um espaço com teto, não um espaço de ajuste.

Quatro : empilhar refeições em vez de densificar. Acrescentar uma quinta e depois uma sexta refeição alonga o dia sem garantir nada63, e acaba enjoando. Densificar as quatro tomadas que já existem custa cinco minutos e não exige organização nova.

Cinco : julgar o plano pelo peso da manhã. O peso varia um a dois quilos em vinte e quatro horas conforme hidratação, sal e trânsito intestinal. Só a média semanal é sinal aproveitável.

Uma precaução final, que não é formalidade : se você convive com diabetes, doença renal, digestiva ou cardiovascular, ou tem histórico de transtorno alimentar, a orientação do seu médico prevalece sobre tudo o que está escrito aqui. Aumentar a ingestão de forma duradoura não é gesto neutro nessas situações.

O que fica, e o único número a acompanhar

Um plano de refeições para hipertrofia não é uma lista de receitas, é um laço de correção. O molde de quatro espaços define a forma, a balança define a regulagem.

Meça a média, não o peso do dia. Pese-se toda manhã nas mesmas condições e olhe apenas a média dos últimos sete dias. É o único número que responde à pergunta « minhas refeições estão grandes o suficiente ».

Corrija a cada duas semanas, em degraus de 200 kcal. A média parou ? Uma porção a mais de carboidrato em duas refeições. Está subindo rápido demais ? Tire a mesma coisa. Duas semanas é o prazo mínimo para o sinal sair do ruído.

Não espere que o prato compense a academia. Em atletas acompanhados durante um ganho de peso, a orientação nutricional individualizada permitiu ganhar massa magra limitando bastante o ganho de gordura em comparação com a alimentação livre41 : a alimentação decide a velocidade, o treino decide a repartição entre músculo e gordura. Um superávit perfeito sobre um treino que não progride produz principalmente cintura.

O veredito cabe numa frase : fique com o molde, jogue fora os cardápios. Nossos outros parâmetros sobre o tema estão reunidos na seção ganho de massa.

Perguntas frequentes

Quantas refeições por dia para ganhar massa muscular ?

Três refeições e um lanche bastam. A meta-análise sobre frequência de refeições concluiu que o benefício aparente de um número alto de tomadas vinha inteiramente de um único estudo da amostra. O que conta é o total do dia e distribuir a proteína em pelo menos três tomadas de cerca de 0,4 g por quilo de peso corporal.

O que comer para ganhar massa muscular rápido ?

Não existe ganho de massa rápido : a velocidade de construção muscular tem teto, e tudo que passa de 0,5 % do peso corporal por semana vira principalmente gordura. A pergunta útil é como atingir o total sem passar o dia comendo : densificando as refeições que já existem, não multiplicando-as.

Quantas calorias por dia para hipertrofia ?

Sua manutenção mais 10 a 20 %, ou seja quase sempre 250 a 500 kcal de superávit. Uma ordem de grandeza útil : dez quilos de peso corporal valem cerca de 150 kcal de manutenção por dia, o que explica por que o dia de um homem de 65 kg e o de um de 90 kg se parecem bem mais do que os cardápios publicados sugerem.

Quanto de arroz comer por refeição ?

Entre 80 e 150 g de arroz cru conforme o seu alvo calórico, ou seja cerca de 280 a 520 kcal. O carboidrato é a variável de ajuste principal da refeição : é ele que você aumenta ou reduz em 30 a 50 g quando a média semanal do seu peso não anda na direção certa.

O que comer à noite para ganhar massa ?

O mesmo molde das outras refeições : uma fonte de proteína a 0,4 g por quilo, um carboidrato, uma gordura adicionada e uma porção de vegetais. A refeição da noite não tem propriedade especial, e nada obriga a cortar o carboidrato. A única adaptação útil é deixá-la um pouco mais densa se a sua fome for maior à noite do que de manhã.

Dá para ganhar massa comendo só três vezes por dia ?

Dá, desde que o total seja atingido e a proteína esteja distribuída nas três tomadas, a cerca de 0,4 g por quilo em cada uma. O formato de três refeições começa a limitar acima de aproximadamente 3 500 kcal, não por razão fisiológica, mas porque o volume a engolir de uma vez fica desconfortável.

Quantas gramas de proteína por refeição ?

Cerca de 0,4 g por quilo de peso corporal, ou seja 30 g a 75 kg e 36 g a 90 kg. Acima disso a resposta não cresce na mesma proporção ; abaixo, você perde parte do benefício da tomada. É a única quantidade por refeição apoiada em dados sólidos.

Precisa comer antes ou depois do treino ?

Os dois funcionam. O posicionamento oficial sobre timing nutricional e as revisões que reexaminaram a janela anabólica convergem : quem manda é o total do dia, e a colocação em volta do treino pesa pouco. Escolha o que a sua digestão suporta melhor, é o único critério que muda algo de verdade.

Fontes científicas

  1. Jäger R, Kerksick CM, Campbell BI, et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:20. doi:10.1186/s12970-017-0177-8
  2. Morton RW, Murphy KT, McKellar SR, et al. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength. Br J Sports Med. 2018;52(6):376-384. doi:10.1136/bjsports-2017-097608
  3. Cruzat V, Macedo Rogero M, Noel Keane K, Curi R, Newsholme P. Glutamine: Metabolism and Immune Function, Supplementation and Clinical Translation. Nutrients. 2018;10(11):1564. doi:10.3390/nu10111564
  4. Kerksick CM, Wilborn CD, Roberts MD, et al. ISSN exercise & sports nutrition review update: research & recommendations. J Int Soc Sports Nutr. 2018;15:38. doi:10.1186/s12970-018-0242-y
  5. Legault Z, Bagnall N, Kimmerly DS. The Influence of Oral L-Glutamine Supplementation on Muscle Strength Recovery and Soreness Following Unilateral Knee Extension Eccentric Exercise. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2015;25(5):417-426. doi:10.1123/ijsnem.2014-0209
  6. Hutson M, Pugh JN, Sage S, et al. Glutamine supplementation reduces markers of intestinal permeability during running in the heat in a dose-dependent manner. Eur J Appl Physiol. 2017;117(12):2569-2577. doi:10.1007/s00421-017-3744-4
  7. Kreider RB, Kalman DS, Antonio J, et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:18. doi:10.1186/s12970-017-0173-z
  8. Ciccone V, Cabrera K, Antonio J. The effects of pre versus post workout supplementation of creatine monohydrate on body composition and strength. J Int Soc Sports Nutr. 2013;10:36. doi:10.1186/1550-2783-10-36
  9. Ribeiro F, Longobardi I, Perim P, et al. Timing of Creatine Supplementation around Exercise: A Real Concern? Nutrients. 2021;13(8):2844. doi:10.3390/nu13082844
  10. Candow DG, Vogt E, Johannsmeyer S, Forbes SC, Farthing JP. Strategic creatine supplementation and resistance training in healthy older adults. Appl Physiol Nutr Metab. 2015;40(7):689-694. doi:10.1139/apnm-2014-0498
  11. Forbes SC, Candow DG. Timing of Creatine Supplementation and Resistance Training: A Brief Review. Journal of Exercise and Nutrition. 2018;1(5).
  12. Waldron M, Patterson SD, Tallent J, Jeffries O. The Effects of an Oral Taurine Dose and Supplementation Period on Endurance Exercise Performance in Humans: A Meta-Analysis. Sports Med. 2018;48(5):1247-1253. doi:10.1007/s40279-018-0896-2
  13. Deng H, Song T, Yin M, et al. Does One Shot Work? The Acute Impact of a Single Taurine Dose on Exercise Performance: A Meta-Analytic Review. Scand J Med Sci Sports. 2025;35(9):e70123. doi:10.1111/sms.70123
  14. EFSA Panel on Food Additives and Nutrient Sources added to Food (ANS). The use of taurine and D-glucurono-γ-lactone as constituents of the so-called 'energy' drinks. EFSA Journal. 2009;7(2):935. doi:10.2903/j.efsa.2009.935
  15. Wolfe RR. Branched-chain amino acids and muscle protein synthesis in humans: myth or reality? J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:30. doi:10.1186/s12970-017-0184-9
  16. The Italian ALS Study Group. Branched-chain amino acids and amyotrophic lateral sclerosis: a treatment failure? Neurology. 1993;43(12):2466-2470. doi:10.1212/WNL.43.12.2466
  17. Pooyandjoo M, Nouhi Z, Shab-Bidar S, Djafarian K, Olyaeemanesh A. The effect of (L-)carnitine on weight loss in adults: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Obes Rev. 2016;17(10):970-976. doi:10.1111/obr.12436
  18. Wall BT, Stephens FB, Constantin-Teodosiu D, Marimuthu K, Macdonald IA, Greenhaff PL. Chronic oral ingestion of L-carnitine and carbohydrate increases muscle carnitine content and alters muscle fuel metabolism during exercise in humans. J Physiol. 2011;589(Pt 4):963-973. doi:10.1113/jphysiol.2010.201343
  19. Fielding R, Riede L, Lugo JP, Bellamine A. l-Carnitine Supplementation in Recovery after Exercise. Nutrients. 2018;10(3):349. doi:10.3390/nu10030349
  20. Sawicka AK, Renzi G, Olek RA. The bright and the dark sides of L-carnitine supplementation: a systematic review. J Int Soc Sports Nutr. 2020;17:49. doi:10.1186/s12970-020-00377-2
  21. Jäger R, Purpura M, Shao A, Inoue T, Kreider RB. Analysis of the efficacy, safety, and regulatory status of novel forms of creatine. Amino Acids. 2011;40(5):1369-1383. doi:10.1007/s00726-011-0874-6
  22. Jagim AR, Oliver JM, Sanchez A, et al. A buffered form of creatine does not promote greater changes in muscle creatine content, body composition, or training adaptations than creatine monohydrate. J Int Soc Sports Nutr. 2012;9:43. doi:10.1186/1550-2783-9-43
  23. Murillo Zapata CM, Cardona Gil CP, Acosta Bermúdez LC. Clorhidrato de creatina versus monohidrato de creatina: diferencias en solubilidad, efectos ergogénicos y composición corporal. Perspectivas en Nutrición Humana. 2022;24(2):233-246. doi:10.17533/udea.penh.v24n2a06
  24. Salem A, Ben Maaoui K, Jahrami H, et al. Attenuating Muscle Damage Biomarkers and Muscle Soreness After an Exercise-Induced Muscle Damage with Branched-Chain Amino Acid (BCAA) Supplementation: A Systematic Review and Meta-analysis with Meta-regression. Sports Medicine - Open. 2024;10:42. doi:10.1186/s40798-024-00686-9
  25. Martinho DV, Nobari H, Faria A, Field A, Duarte D, Sarmento H. Oral Branched-Chain Amino Acids Supplementation in Athletes: A Systematic Review. Nutrients. 2022;14(19):4002. doi:10.3390/nu14194002
  26. Pérez-Guisado J, Jakeman PM. Citrulline malate enhances athletic anaerobic performance and relieves muscle soreness. J Strength Cond Res. 2010;24(5):1215-1222. doi:10.1519/JSC.0b013e3181cb28e0
  27. Trexler ET, Persky AM, Ryan ED, Schwartz TA, Stoner L, Smith-Ryan AE. Acute Effects of Citrulline Supplementation on High-Intensity Strength and Power Performance: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Med. 2019;49(5):707-718. doi:10.1007/s40279-019-01091-z
  28. Bendahan D, Mattei JP, Ghattas B, Confort-Gouny S, Le Guern ME, Cozzone PJ. Citrulline/malate promotes aerobic energy production in human exercising muscle. Br J Sports Med. 2002;36(4):282-289. doi:10.1136/bjsm.36.4.282
  29. Chappell AJ, Allwood DM, Johns R, Brown S, Sultana K, Anand A, Simper T. Citrulline malate supplementation does not improve German Volume Training performance or reduce muscle soreness in moderately trained males and females. J Int Soc Sports Nutr. 2018;15:42. doi:10.1186/s12970-018-0245-8
  30. Schoenfeld BJ, Aragon AA. How much protein can the body use in a single meal for muscle-building? Implications for daily protein distribution. J Int Soc Sports Nutr. 2018;15:10. doi:10.1186/s12970-018-0215-1
  31. Moro T, Tinsley G, Bianco A, et al. Effects of eight weeks of time-restricted feeding (16/8) on basal metabolism, maximal strength, body composition, inflammation, and cardiovascular risk factors in resistance-trained males. J Transl Med. 2016;14:290. doi:10.1186/s12967-016-1044-0
  32. Mourao DM, Bressan J, Campbell WW, Mattes RD. Effects of food form on appetite and energy intake in lean and obese young adults. Int J Obes. 2007;31(11):1688-1695. doi:10.1038/sj.ijo.0803667
  33. ANSES. Tabela de composição nutricional de alimentos (Ciqual). ciqual.anses.fr
  34. Hultman E, Söderlund K, Timmons JA, Cederblad G, Greenhaff PL. Muscle creatine loading in men. J Appl Physiol. 1996;81(1):232-237. doi:10.1152/jappl.1996.81.1.232
  35. Syrotuik DG, Bell GJ. Acute creatine monohydrate supplementation: a descriptive physiological profile of responders vs. nonresponders. J Strength Cond Res. 2004;18(3):610-617. doi:10.1519/12392.1
  36. Jackman SR, Witard OC, Philp A, Wallis GA, Baar K, Tipton KD. Branched-Chain Amino Acid Ingestion Stimulates Muscle Myofibrillar Protein Synthesis following Resistance Exercise in Humans. Front Physiol. 2017;8:390. doi:10.3389/fphys.2017.00390
  37. Mifflin MD, St Jeor ST, Hill LA, Scott BJ, Daugherty SA, Koh YO. A new predictive equation for resting energy expenditure in healthy individuals. Am J Clin Nutr. 1990;51(2):241-247. doi:10.1093/ajcn/51.2.241
  38. Frankenfield D, Roth-Yousey L, Compher C. Comparison of predictive equations for resting metabolic rate in healthy nonobese and obese adults: a systematic review. J Am Diet Assoc. 2005;105(5):775-789. doi:10.1016/j.jada.2005.02.005
  39. Slater GJ, Dieter BP, Marsh DJ, Helms ER, Shaw G, Iraki J. Is an Energy Surplus Required to Maximize Skeletal Muscle Hypertrophy Associated With Resistance Training? Front Nutr. 2019;6:131. doi:10.3389/fnut.2019.00131
  40. Iraki J, Fitschen P, Espinar S, Helms E. Nutrition Recommendations for Bodybuilders in the Off-Season: A Narrative Review. Sports (Basel). 2019;7(7):154. doi:10.3390/sports7070154
  41. Garthe I, Raastad T, Refsnes PE, Sundgot-Borgen J. Effect of nutritional intervention on body composition and performance in elite athletes. Eur J Sport Sci. 2013;13(3):295-303. doi:10.1080/17461391.2011.643923
  42. Kerksick CM, Arent S, Schoenfeld BJ, et al. International society of sports nutrition position stand: nutrient timing. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:33. doi:10.1186/s12970-017-0189-4
  43. Schoenfeld BJ, Aragon AA, Krieger JW. The effect of protein timing on muscle strength and hypertrophy: a meta-analysis. J Int Soc Sports Nutr. 2013;10:53. doi:10.1186/1550-2783-10-53
  44. Aragon AA, Schoenfeld BJ. Nutrient timing revisited: is there a post-exercise anabolic window? J Int Soc Sports Nutr. 2013;10:5. doi:10.1186/1550-2783-10-5
  45. Schoenfeld BJ, Aragon AA, Wilborn CD, Krieger JW, Sonmez GT. Body composition changes associated with fasted versus non-fasted aerobic exercise. J Int Soc Sports Nutr. 2014;11:54. doi:10.1186/s12970-014-0054-7
  46. Burke DG, Chilibeck PD, Parise G, Candow DG, Mahoney D, Tarnopolsky M. Effect of creatine and weight training on muscle creatine and performance in vegetarians. Med Sci Sports Exerc. 2003;35(11):1946-1955. doi:10.1249/01.MSS.0000093614.17517.79
  47. Antonio J, Candow DG, Forbes SC, et al. Common questions and misconceptions about creatine supplementation: what does the scientific evidence really show? J Int Soc Sports Nutr. 2021;18:13. doi:10.1186/s12970-021-00412-w
  48. Candow DG, Chilibeck PD, Burke DG, Davison KS, Smith-Palmer T. Effect of glutamine supplementation combined with resistance training in young adults. Eur J Appl Physiol. 2001;86(2):142-149. doi:10.1007/s00421-001-0523-y
  49. Ramezani Ahmadi A, Rayyani E, Bahreini M, Mansoori A. The effect of glutamine supplementation on athletic performance, body composition, and immune function: A systematic review and a meta-analysis of clinical trials. Clin Nutr. 2019;38(3):1076-1091. doi:10.1016/j.clnu.2018.05.001
  50. Zhou Q, Verne ML, Fields JZ, et al. Randomised placebo-controlled trial of dietary glutamine supplements for postinfectious irritable bowel syndrome. Gut. 2019;68(6):996-1002. doi:10.1136/gutjnl-2017-315136
  51. Rolls BJ. The relationship between dietary energy density and energy intake. Physiol Behav. 2009;97(5):609-615. doi:10.1016/j.physbeh.2009.03.011
  52. ANSES. As fibras alimentares: definições, métodos de dosagem, valores de referência. anses.fr (referência de 30 g/dia em adultos)
  53. EFSA, Scientific Panel on Food Additives, Flavourings, Processing Aids and Materials in Contact with Food (AFC). Opinion on creatine monohydrate for use in foods for particular nutritional uses. EFSA Journal. 2004;2(4):36 (especificação de pureza: creatinina ≤ 100 mg/kg, dicianodiamida ≤ 50 mg/kg, di-hidro-1,3,5-triazina não detectável). doi:10.2903/j.efsa.2004.36
  54. Moret S, Prevarin A, Tubaro F. Levels of creatine, organic contaminants and heavy metals in creatine dietary supplements. Food Chem. 2011;126(3):1232-1238. doi:10.1016/j.foodchem.2010.12.028
  55. SuppCo (plataforma independente de testes de suplementos). Creatine Reality Check: the failures we found when testing popular products. Análise de 11 produtos (5 pós, 6 gomas) em laboratório independente acreditado pela ISO 17025, 12 de junho de 2025. Relatório de testes do setor, sem revisão por pares. supp.co
  56. Schwedhelm E, Maas R, Freese R, et al. Pharmacokinetic and pharmacodynamic properties of oral L-citrulline and L-arginine: impact on nitric oxide metabolism. Br J Clin Pharmacol. 2008;65(1):51-59. doi:10.1111/j.1365-2125.2007.02990.x
  57. Khalaf D, Krüger M, Wehland M, Infanger M, Grimm D. The Effects of Oral l-Arginine and l-Citrulline Supplementation on Blood Pressure. Nutrients. 2019;11(7):1679. doi:10.3390/nu11071679
  58. Snijders T, Res PT, Smeets JSJ, et al. Protein Ingestion before Sleep Increases Muscle Mass and Strength Gains during Prolonged Resistance-Type Exercise Training in Healthy Young Men. J Nutr. 2015;145(6):1178-1184. doi:10.3945/jn.114.208371
  59. EFSA, Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies (NDA). Scientific Opinion on the substantiation of health claims related to creatine and increase in physical performance during short-term, high intensity, repeated exercise bouts. EFSA Journal. 2011;9(7):2303 (alegação aceita para uma ingestão de 3 g de creatina por dia). doi:10.2903/j.efsa.2011.2303
  60. Anvisa. Creatinas: Anvisa divulga resultados de análise em suplementos. 23 de abril de 2025 (análise de suplementos de creatina do mercado brasileiro: diversas incorreções de rotulagem, teores dentro do esperado). gov.br/anvisa
  61. Organização Mundial da Saúde (OMS) / FAO / UNU. Protein and amino acid requirements in human nutrition, relatório de consulta conjunta de especialistas, WHO Technical Report Series n° 935, 2007 (necessidades do adulto : leucina 39 mg/kg/dia, isoleucina 20 mg/kg/dia, valina 26 mg/kg/dia). iris.who.int
  62. Moberg M, Apró W, Ekblom B, van Hall G, Holmberg HC, Blomstrand E. Activation of mTORC1 by leucine is potentiated by branched-chain amino acids and even more so by essential amino acids following resistance exercise. Am J Physiol Cell Physiol. 2016;310(11):C874-C884. doi:10.1152/ajpcell.00374.2015
  63. Schoenfeld BJ, Aragon AA, Krieger JW. Effects of meal frequency on weight loss and body composition: a meta-analysis. Nutr Rev. 2015;73(2):69-82. doi:10.1093/nutrit/nuu017
  64. Smith-Ryan AE, Cabre HE, Eckerson JM, Candow DG. Creatine Supplementation in Women's Health: A Lifespan Perspective. Nutrients. 2021;13(3):877. doi:10.3390/nu13030877 (estoques endógenos de creatina 70 a 80 % menores na mulher ; dose de 0,3 g/kg/dia estudada após a menopausa)
  65. van der Merwe J, Brooks NE, Myburgh KH. Three weeks of creatine monohydrate supplementation affects dihydrotestosterone to testosterone ratio in college-aged rugby players. Clin J Sport Med. 2009;19(5):399-404. doi:10.1097/JSM.0b013e3181b8b52f (20 jogadores ; razão DHT/testosterona 36 % maior após a fase de saturação, sem nenhuma medida capilar)
  66. Powers ME, Arnold BL, Weltman AL, et al. Creatine Supplementation Increases Total Body Water Without Altering Fluid Distribution. J Athl Train. 2003;38(1):44-50. PMID 12937471
  67. Forbes SC, Candow DG, Krentz JR, Roberts MD, Young KC. Changes in Fat Mass Following Creatine Supplementation and Resistance Training in Adults ≥50 Years of Age: A Meta-Analysis. J Funct Morphol Kinesiol. 2019;4(3):62. doi:10.3390/jfmk4030062 (19 estudos, 609 participantes: −0,55 ponto percentual de gordura corporal em relação ao placebo, sem diferença significativa na massa gorda em quilos)
  68. Harris RC, Lowe JA, Warnes K, Orme CE. The concentration of creatine in meat, offal and commercial dog food. Res Vet Sci. 1997;62(1):58-62. doi:10.1016/S0034-5288(97)90181-8 (dosagem analítica: 27,8 a 32,3 mmol/kg, ou seja 3,6 a 4,3 g/kg, em frango, carne bovina e coelho crus)
  69. Balsom PD, Söderlund K, Ekblom B. Creatine in humans with special reference to creatine supplementation. Sports Med. 1994;18(4):268-280. doi:10.2165/00007256-199418040-00005 (revisão que originou a tabela de teores alimentares reproduzida em todo lugar, arenque incluído)
  70. Elbir Z, Oz F. Determination of creatine, creatinine, free amino acid and heterocyclic aromatic amine contents of plain beef and chicken juices. J Food Sci Technol. 2021;58(9):3293-3302. doi:10.1007/s13197-020-04875-8 (carne bovina crua 3,92 a 4,45 mg/g de creatina, frango cru 3,80 a 4,04 mg/g; conversão em creatinina sobretudo nos primeiros quarenta minutos de aquecimento)
  71. U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. FoodData Central. fdc.nal.usda.gov (composição das carnes e peixes crus, incluindo o teor de proteína da ordem de 21 g por 100 g de carne bovina magra)
  72. Ogden HB, Fallowfield JL, Child RB, et al. No protective benefits of low dose acute L-glutamine supplementation on small intestinal permeability, epithelial injury and bacterial translocation biomarkers in response to subclinical exertional-heat stress: a randomized cross-over trial. Temperature (Austin). 2022;9(2):196-210. doi:10.1080/23328940.2021.2015227

Cada afirmação nutricional deste artigo se apoia nestas publicações.